Abanic | Quero tirar férias, mas me preocupo com a terapia do meu filho. E agora?
16104
post-template-default,single,single-post,postid-16104,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-theme-ver-8.0,wpb-js-composer js-comp-ver-5.1,vc_responsive

Quero tirar férias, mas me preocupo com a terapia do meu filho. E agora?

08 ago Quero tirar férias, mas me preocupo com a terapia do meu filho. E agora?

 

Quero tirar férias, mas me preocupo com a terapia do meu filho. E agora?

Escutamos esta frase várias vezes vindas das mais diferentes famílias do país. As famílias querem tirar férias como toda e qualquer família e fica se perguntando sobre os prejuízos do filho ficar sem as intervenções necessárias, afinal, cada dia é uma oportunidade nova de aprendizado!

Como todos os temas que debatemos sempre, a resposta depende de cada criança, porém, alguns fatores podem ajudar a decidir!

Uma das dimensões que devem ser avaliadas sempre durante a intervenção é sobre a manutenção de repertório de uma criança, ou seja, quanto tempo aquela criança permanece com o conteúdo ensinado sem que este seja repetido e apresentado novamente. O tempo de manutenção dos comportamentos ensinados deve ser um dos pontos analisados na possibilidade de férias desta criança. O supervisor do caso pode ajudar os pais a analisar como tem sido a manutenção daquela criança e o quanto um período de férias poderiam atrapalhar ou não no aprendizado. Crianças com dificuldade de manutenção, que rapidamente perdem ou regridem no que foi ensinado caso não lhe seja apresentado novamente, devem ter férias curtas e, ainda que de férias, devem ser apresentadas a determinadas atividades para manutenção do repertório. Crianças que apresentam repertórios que se mantém ao longo do tempo e que não precisam ser repetidos massivamente, tendem a ter menos impactos e prejuízos durante as férias.

Outro ponto para ser levado em consideração se refere ao manejo de comportamento que os pais têm sobre a criança. A equipe deve orientar constantemente os pais sobre como manejar comportamentos do filho como birras, pedir pelo que deseja e etc. Porém, alguns pais apresentam mais dificuldade no seguimento das instruções da equipe e, com isso, a criança pode apresentar comportamentos problemas mais frequentemente na presença dos pais. Férias, nestes casos, podem ter impactos importantes no aprendizado desta criança. É comum quando estas crianças voltam a ser atendidas, a frequência de birra está maior, algumas regressões de linguagem ou de outros comportamentos pela falta de contingência apresentada nos dias de férias. Por isso, converse com os profissionais que acompanham seu filho e planeje estratégias para serem utilizadas nas férias e mais do que isso: siga as orientações! Isso tornará o retorno mais tranquilo e menos impactante.

Ao mesmo tempo que férias trazem riscos, podem trazer também múltiplas oportunidades para aprendizado ou generalização daquilo que se viu nos últimos meses de intervenção. Por isso, se informe sobre o que vem sendo trabalhado com seu filho e trace estratégias que você possa utilizar para utilizar o que tem sido trabalhado ao longo das férias. Um exemplo pode ser o “esperar”: que tal colocar em prática o programa de espera do seu filho ao longo da viagem? O PECS® é outro exemplo de habilidade que não deve ser esquecido nas férias! Prepare as figuras que poderão ser requisitadas ao longo da viagem e aproveite as oportunidades!

Portanto, alinhe com a equipe as vantagens e desvantagens, prepare estratégias para manejar e ensinar ao longo das férias e, depois de tudo isso: pode preparar as malas e aproveitar os dias longe das terapias!